Receitas

Culinária: Daiane dos Santos


Fonte: Cyber Cook
Com apenas 24 anos, Daiane conquistou uma carreira exemplar na Ginástica Olímpica. É a primeira negra a ganhar uma medalha no mundial, e por sinal de ouro, além de muitas outras, mais de 200, segundo a atleta. Entretanto, não foi nada fácil chegar ao posto de revelação da modalidade no Brasil. Com apenas 11 anos, ela deixou as brincadeiras de infância para se dedicar ao ritmo puxado dos treinamentos.

E com o passar dos anos, a preparação para as competições se tornou ainda mais intensa. Hoje em dia, ela permanece mais de sete horas por dia no Centro de Capacitação Esportiva, em Curitiba. Depois do salto perfeito, o dulplo twist carpado, ela garante que vai brilhar com a nova coreografia ao som de Sandália de Prata, de Ary Barroso.

Mas isso não a impede de levar uma vida como qualquer mulher da sua idade. Depois dos treinos, a ginasta vai para a faculdade de Educação Física e às vezes gosta de se divertir com os amigos nos finais de semana. Também confessa que de vez em quando não perde um bom churrasco, como toda gaúcha. Quando foi à China aproveitou para experimentar alguns pratos exóticos, “eram bichos vivos, mas nem lembro o que” (risos). E na Espanha ficou encantada com a sabor da tradicional Paella.

A ginasta não é fã de doces, por isso, consome muitas gelatinas de sobremesa. De vez em quando gosta de saborear o Espaguete ao alho e óleo e ainda Lasanha de Berinjela ou de mussarela e blanquet de peru.

Depois de dividir o apartamento com outros atletas, Daiane decidiu morar sozinha em 2004 e, mesmo assim, revela que não arrisca muitos pratos na cozinha, prefere mesmo sair para jantar. Já no almoço gosta de um bom Estrogonofe de Carne ou até mesmo do trivial feijão com arroz, carne e saladas. Mas como passa a maior parte do tempo no centro de treinamentos almoça por lá mesmo. “Geralmente a refeição é feita por uma empresa terceirizada que serve naquelas caixinhas de comida de avião”, explica.

Atualmente Daiane não tem a orientação de uma nutricionista exclusiva. A própria confederação mantém uma profissional para todos os atletas. Cada um fica responsável por manter um cardápio balanceado e respeitar o limite de calorias. No caso da ginasta são 900 para o almoço e jantar. “Agora que estamos perto do Pan, como mais verduras, frutas, legumes e, claro, quase nada de gordura”.

Foto (Daiane dos Santos): Ricardo Bufolin/CBG

Matéria assinada por:
Juliana Lopes

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